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Guia de viagem: Ruanda

Vistos, o que levar, tomadas, dinheiro e saúde — os pormenores práticos para um safári sem sobressaltos.

Capital
Kigali
Moeda
Franco ruandês (RWF)
Línguas
Quiniaruanda, inglês, francês e suaíli
Fuso horário
UTC+2 (hora da África Central, sem horário de verão)
Eletricidade
230 V / 50 Hz
Tipo de ficha
Tipos C e J
Indicativo telefónico
+250
Conduz-se
Pela direita

O Ruanda é um dos destinos de safári mais gratificantes e tranquilos de África: compacto, de um verde bonito e conhecido pela sua organização. Chamado o país das mil colinas, sobe da floresta tropical enevoada até parques nacionais ladeados por vulcões, e é o lugar onde a maioria dos viajantes vem caminhar entre gorilas-da-montanha. Chega-se a Kigali, uma capital calma e feita para andar a pé, que surpreende muitos visitantes de primeira viagem pela ordem e pela hospitalidade.

Chegar aqui é surpreendentemente simples. O Ruanda tem uma política de vistos aberta, fala-se inglês a par do quiniaruanda, do francês e do suaíli, e as distâncias são curtas, pelo que pode juntar os gorilas do Parque Nacional dos Vulcões aos animais das planícies de Akagera ou aos chimpanzés de Nyungwe numa única viagem sem pressas. A equipa da Wildtouch trata das peças que mais contam, incluindo as licenças de trekking, para que se possa concentrar apenas na vida selvagem.

O Ruanda, muitas vezes chamado o «país das mil colinas», é conhecido por uma experiência de safári inesquecível: o trekking dos gorilas. Os gorilas-da-montanha vivem no bambu e na floresta de montanha do Parque Nacional dos Vulcões, na vertente ruandesa da cordilheira dos Virunga, e é nesse mesmo bambu que se seguem os macacos-dourados. Os chimpanzés são uma saída completamente distinta, na floresta tropical de Nyungwe, a sudoeste.

A melhor altura, num relance

Seca — observação ideal Época intermédia Estação verde

As florestas do Ruanda são húmidas todo o ano; as janelas mais secas (por volta de junho–setembro e dezembro–fevereiro) deixam os trilhos de trekking mais firmes.

Entrada: Ruanda

O Ruanda tem uma política de vistos aberta: é emitido à chegada a viajantes de qualquer nacionalidade, sem pedido prévio, e gratuitamente aos nacionais dos Estados-membros da União Africana, da Commonwealth e da Francofonia. Se preferir tratar disso com antecedência, peça-o online no portal oficial Irembo, em https://irembo.gov.rw. O Visto Turístico da África Oriental é uma opção útil para viagens por vários países e abrange o Ruanda, o Quénia e o Uganda; tem de ser pedido através do país onde entra primeiro. É exigido certificado de febre amarela se chegar de um país onde a febre amarela é um risco. As regras de entrada podem mudar, por isso confirme sempre os requisitos em vigor para a sua nacionalidade e o seu itinerário antes de viajar, e utilize a ferramenta de vistos nesta página para ver o que se aplica ao seu caso.

As verificações e os pedidos de visto são tratados pela VisaHQ. Confirme sempre as regras de entrada em vigor para a sua nacionalidade antes de viajar.

Como se desloca em safári

Depois de aterrar, os safáris deslocam-se entre os parques em avioneta, com transfers curtos por estrada nas duas pontas. Aviões pequenos ligam pistas de erva em rotas fixas, e o seu guia espera-o com o veículo na pista — o trajeto até ao campo é muitas vezes já a primeira saída de observação. A Wildtouch encaixa os voos, os transfers e os tempos de percurso em cada itinerário.

Explore o mapa dos safáris de avioneta, pista a pista →

Tempo e clima

O clima do Ruanda é em média ameno, com noites frescas por causa da altitude. A longa estação seca vai de junho até setembro, sendo julho o mês mais seco de todos. As chuvas curtas chegam por volta de outubro e os meses mais húmidos prolongam-se até maio, interrompidos por um período mais seco em janeiro e fevereiro.

Estação seca

Junho, julho e agosto — o leste do país é mais quente, com 28°C/82°F. O clima de montanha, junto aos Vulcões, é mais frio, com temperaturas de 17°C/62°F. Recomendamos que leve roupa quente.

Estação das chuvas

Setembro — tem alguns dias ainda de estação seca e marca também o início da estação das chuvas.

Outubro, novembro e dezembro — é a estação das chuvas curtas. As temperaturas são baixas em Nyungwe e nos Vulcões, com registos diurnos de 19°C/66°F e 15°C/60°F, respetivamente.

Janeiro e fevereiro — nestes meses há tendência para uma pausa seca a meio da estação das chuvas.

Março, abril e maio — são os meses das chuvas longas. Em Nyungwe e nos Vulcões, pode chover durante dias.

Melhor altura para visitar

A melhor janela para o trekking vai de junho a setembro, a longa estação seca do Ruanda. A chuva é bastante menos frequente e os trilhos ficam mais firmes, o que torna a subida pela floresta mais fácil — mas os Vulcões e Nyungwe são floresta tropical de montanha e um aguaceiro é possível em qualquer mês, por isso o impermeável merece lugar na mala em qualquer altura.

Vida selvagem

O Ruanda é conhecido sobretudo pelo safári de primatas. É casa do gorila-da-montanha, espécie ameaçada presente em três países. O encontro com estes gigantes serenos é uma experiência marcante e inesquecível. Os macacos-dourados seguem-se no bambu do Parque Nacional dos Vulcões, nos Virunga; os chimpanzés vivem noutro lugar, na floresta tropical do Parque Nacional de Nyungwe e em Gishwati-Mukura, a oeste, e são um trekking à parte, num dia à parte.

A estação seca, de junho a setembro, é a melhor altura para ver estes belos primatas. As condições de trekking são melhores porque está seco e a caminhada é bem mais fácil.

Como chegar

Chega-se ao Ruanda em voo direto para o país. A capital, Kigali, acolhe o principal aeroporto, o Aeroporto Internacional de Kigali (KGL).

Todos os visitantes precisam de passaporte para entrar no Ruanda. O Ruanda tem uma política de vistos aberta: pode obtê-lo à chegada ou pedi-lo online com antecedência no portal do Governo, o Irembo (irembo.gov.rw).

É exigido certificado de febre amarela se chegar de um país onde a febre amarela é um risco, ou se tiver passado por um. O Quénia é um deles, por isso leve o comprovativo de vacinação se combinar o Quénia com o Ruanda.

Recebemos os nossos hóspedes no aeroporto principal e organizamos toda a logística de transporte que integra o seu safári.

O que vestir em safári

Prefira tons terra neutros: caqui, verde-azeitona, bege e castanho. Evite o branco vivo (mostra o pó e a sujidade depressa) e evite o azul-escuro e o preto, conhecidos por atrair a mosca tsé-tsé. As cores muito vivas também ficam deslocadas numa saída de observação.

Vista-se por camadas. As saídas de observação matinais e as manhãs na floresta podem ser bastante frias, por isso um polar ou casaco quente sobre uma camisola de manga comprida funciona bem, com roupa mais leve por baixo para quando o dia aquecer. As mangas compridas e as calças ajudam também contra o sol, os arranhões e os insetos no trilho.

Leve calçado de caminhada fechado e resistente (as botas impermeáveis são ideais para o trekking dos gorilas com lama), um chapéu de abas largas, óculos de sol e creme solar de índice elevado. Nas cidades e aldeias, vista-se com discrição, por respeito pelos costumes locais.

Eletricidade e fichas

A corrente é de 230V a 50Hz, o mesmo padrão usado em boa parte da Europa, no Reino Unido e na região. As tomadas aceitam fichas de tipo C e J, pelo que a maioria das fichas europeias de dois pinos encaixa, enquanto os viajantes do Reino Unido e dos Estados Unidos vão precisar de um adaptador adequado.

A eletricidade pode ser intermitente em lodges remotos, vários dos quais dependem de geradores ou de energia solar. Vale bem a pena levar uma bateria externa para máquinas fotográficas e telemóveis, sobretudo em dias inteiros no trilho.

Dinheiro e pagamentos

A moeda local é o franco ruandês (RWF). Kigali tem caixas automáticos e muitos hotéis, restaurantes e lojas maiores aceitam cartões, mas o numerário é indispensável fora da cidade, para gorjetas, bancas de mercado, artesãos e pequenos cafés.

Leve notas pequenas para as despesas do dia a dia e para gorjetas. É sensato avisar o seu banco de que vai viajar e manter uma reserva modesta de numerário para os locais onde não se pode contar com terminais de pagamento ou com rede.

Saúde e vacinas

É exigido certificado de vacinação contra a febre amarela a quem chega de um país com risco de febre amarela, por isso verifique o itinerário com atenção e leve o certificado consigo. As vacinas de rotina devem estar em dia.

A malária está presente em todo o país, pelo que se aconselha profilaxia antimalárica para todo o itinerário, a par de uma boa proteção contra picadas: repelente e mangas compridas e calças ao fim do dia. O risco é geralmente menor nos parques dos gorilas, em altitude, mas cubra a viagem inteira em vez de escolher trechos.

Consulte uma clínica do viajante ou o seu médico de família bastante antes da partida, para aconselhamento atualizado e adequado ao seu caso. Leve a medicação pessoal na bagagem de mão, mais um pequeno kit com o essencial para arranhões e mal-estar de estômago.

Manter-se ligado

A cobertura de rede é boa em Kigali e razoável em boa parte do país, e um cartão SIM local ou eSIM com pacote de dados é uma forma simples e acessível de se manter online. Muitos hotéis e lodges têm Wi-Fi, embora a velocidade caia nas zonas de floresta e de savana mais remotas.

Encare os dias no mato e de trekking como tempo offline. Descarregue mapas, bilhetes e documentos importantes com antecedência, para não depender do sinal justamente quando mais precisa dele.

Gorjetas

As gorjetas são habituais e realmente apreciadas quando o serviço é bom. Nos trekkings, guias, rastreadores e carregadores trabalham muito por si, e contratar um carregador é ao mesmo tempo uma ajuda para os seus joelhos e um rendimento bem-vindo para a comunidade local.

Leve notas pequenas em moeda local para guias, motoristas, carregadores e equipas dos lodges. Não é preciso complicar com os valores: dê conforme o serviço que receber, e a sua equipa Wildtouch pode orientá-lo se quiser uma referência.

Segurança e etiqueta

O Ruanda é largamente considerado um dos países mais seguros, limpos e acolhedores da região. Aplicam-se as precauções habituais: vigie os seus pertences em zonas movimentadas e siga as indicações do seu guia junto dos animais.

Note que os sacos de plástico de uso único são proibidos e podem ser retirados à chegada, por isso leve antes sacos reutilizáveis. Peça sempre autorização antes de fotografar pessoas, vista-se com discrição nas cidades e aldeias e, nos trekkings de gorilas e chimpanzés, mantenha a distância exigida, fale baixo e siga as regras do guarda-florestal, que protegem tanto os visitantes como os animais.

Lista de bagagem para o safári

  • Roupa de safári em tons terra neutros (caqui, verde-azeitona, bege), evitando o branco, o azul-escuro e o preto
  • Polar ou casaco quente para as saídas de observação frias ao amanhecer e as manhãs na floresta
  • Camisolas e calças leves de manga comprida, contra o sol, os arranhões e os insetos
  • Botas de caminhada fechadas, resistentes e impermeáveis, para os trilhos de trekking com lama
  • Chapéu de abas largas, óculos de sol e creme solar de índice elevado
  • Repelente de insetos para o fim do dia
  • Casaco impermeável leve ou poncho para os aguaceiros da floresta
  • Adaptador para tomadas de tipo C/J e uma bateria externa
  • Medicação pessoal e os antimaláricos aconselhados pela sua clínica do viajante
  • Certificado de febre amarela (se chegar de um país de risco) e uma cópia dos seus documentos
  • Sacos reutilizáveis (os sacos de plástico de uso único são proibidos à entrada)
  • Garrafa de água recarregável
  • Mochila pequena e uma máquina fotográfica com baterias ou carregador sobresselentes
  • Luvas tipo jardinagem e polainas, para agarrar melhor nos trilhos íngremes e enlameados dos gorilas

Safáris por Ruanda por onde começar

Percursos de exemplo, não partidas fixas — cada um é um ponto de partida que reconstruímos à volta das suas datas, do seu ritmo e do seu orçamento.

Ruanda em profundidade →

Safári por Ruanda — perguntas frequentes

Quanto custa a licença de trekking dos gorilas no Ruanda, e está incluída?
A licença ruandesa para os gorilas-das-montanhas é fixada pelo governo em 1.500 dólares norte-americanos por pessoa para visitantes internacionais e cobre a entrada no parque, os guardas que acompanham e uma hora com uma família de gorilas habituada no Parque Nacional dos Vulcões. Indicamo-la em separado e ao preço de custo no seu orçamento — sem margem, sem nada escondido. (Tarifa publicada pelo RDB; confirmamos o valor em vigor na reserva.)
Com quanta antecedência devo reservar o trekking dos gorilas?
As licenças diárias são limitadas e os meses mais procurados esgotam, por isso para a época alta (grosso modo junho–setembro e dezembro–fevereiro) garantimos a sua com três a seis meses de antecedência. Combine as datas connosco cedo; a licença fica assegurada como parte da construção da viagem.

Ainda a decidir? Diga-nos as suas datas e aconselhamo-lo — sem compromisso.